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Em nossas mãos, aos nossos olhos

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Em nossas mãos, aos nossos olhos

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Em nossas mãos, aos nossos olhos

Há quase trinta anos, a fotografia e as artes cênicas são meu prazer e meu trabalho. Quando comecei a fotografar, no final dos anos oitenta, o teatro acabara de me conquistar. E vivíamos o período da fotografia química. Aquela do filme e da luz vermelha do laboratório de fotografia. Da foto pensada, calculada ao extremo. Afinal, muitas vezes não tinhamos mais que um filme de 36 fotogramas para uma cobertura. Não havia muito espaço para erros. Passei dias no laboratório, alguns sem sequer ver a luz do sol. Aquele quarto escuro tinha uma magia só explicável por quem a vivenciou (ou nem por eles!!!). Processar o filme, abrir o tanque de revelação, começar a desenrolá-lo da espiral e ver um a um, os negativos revelarem a história que esteve diante dos nossos olhos era uma mistura de tensão e prazer fantásticos. Tão fantástico como era ver a imagem surgindo no papel fotográfico após mergulhá-lo no químico revelador. E depois de alguns minutos lá estava ela, a fotografia, em nossas mãos. Um pequeno pedaço de história, materializado em papel e prata.
E vieram os tempos da fotografia digital, do número enorme de fotos executadas, da pressa imposta pela dinâmica das mídias eletrônicas e das horas sem fim à frente do computador. O darkroom, quarto escuro de revelação de nossos filmes foi substituído pelo Lightroom, Photoshop e tantos outros programas que passaram a manipular não só nossas fotos, como nossas vidas. Fotos na tela do computador, fotos em mídias sociais e, em tantos outros lugares. Até mesmo o tão conhecido porta-retrato deu lugar, por vezes, a uma estranha versão digital com imagens se sucedendo a cada momento. Tempos estranhos onde rotineiramente passamos a não ter mais nada em nossas mãos, apenas nas telas. Por muito tempo minhas fotos ficaram assim, no frio e longíquo espaço de CD’s, DVD’s e HD’s.
Mas de alguns anos para cá falou mais alto a vontade de segurar novamente minhas fotos, poder observá-las calmamente, vê-las nas paredes, ter aquele instante materializado e perpetuado. Pensando também em trazer meu acervo ao alcance de todos, em 2012 criei o Foco in Cena para abrigar meus trabalhos.  Em 2013, em parceria com Silma Dornas, lancei a Cena Vestida e hoje me alegro vendo minhas fotos dando forma a corpos e caminhando pelas ruas em peças de vestuário. E agora, com a segurança que os processos de impressão fine art me dão para que eu tenha a máxima qualidade e durabilidade em minhas fotos, coloco no ar a Cena em Quadros. E, com todos eles, reforço meu prazer em fotografar, em buscar o máximo em cada imagem, com a certeza que essa paixão sempre seguirá comigo!

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